Diaplant, Lda. · 2025 – Presente

Diaplant

Estratégia de marketing B2B completa para um viveiro português de árvores ornamentais em expansão pela Europa.

Papel
Estratégia de marketing B2B, marca e presença digital
Período
2025 – Presente
Cliente
Diaplant, Lda.
Site novo da Diaplant: homepage com árvore monumental, 2026

A Diaplant é um viveiro português de árvores ornamentais de grande porte, em Amarante, a expandir a sua atividade para mercados europeus. Lidero a estratégia de marketing B2B do projeto — do posicionamento de marca à presença digital multilingue e ao alcance comercial.

Abordagem

O trabalho está estruturado em três fases:

1. Análise competitiva — mapeamento do mercado, dos concorrentes e dos segmentos de compra (arquitetos paisagistas, promotores imobiliários e municípios).

2. Refinamento da marca — clarificação do posicionamento e da mensagem, para ressoar localmente e escalar regionalmente.

3. Lançamento do novo site — uma presença web multilingue em Django/Wagtail, com arquitetura de SEO internacional (hreflang, Schema.org) e comunicação dirigida a cada mercado.

IA no centro do processo

Este projeto é também o caso de estudo vivo da minha tese de mestrado — «Marketing aumentado por IA para micro e pequenas empresas» — sobre como as PMEs podem usar ferramentas baseadas em IA para superar limitações de recursos e implementar marketing orientado por dados.

1 operador
4 entregáveis
9 iniciativas
~100 horas

O desafio

O site de 2020 apresentava a empresa como uma loja: 553 produtos, carrinho, lista de desejos. As árvores adultas, que são o coração do negócio, eram 55 dessas entradas. Quem visitava o viveiro via campos de árvores exemplares formadas ao longo de anos de poda; quem visitava o site via um centro de jardinagem qualquer.

E havia a ambição: vender diretamente, com marca própria, a particulares, a profissionais e a municípios, em Portugal e em Espanha. Nem a marca nem a infraestrutura digital estavam à altura disso.

O que foi entregue

Quatro entregáveis em quatro meses. Uma plataforma de marca construída a partir de entrevistas longas com os dois fundadores (a voz saiu das palavras deles, incluindo o regresso ao lema histórico «do nosso campo para o seu jardim»). Uma análise competitiva do mercado espanhol, produzida por um pipeline de dezasseis workers de IA que desenhei e auditei. Um playbook estratégico de nove iniciativas, do motor de conteúdo à presença na feira Iberflora. E o protótipo de uma plataforma web multilingue em Django/Wagtail, que ninguém tinha pedido: construí-o porque um cliente que não consegue avaliar promessas consegue avaliar um protótipo. Esse protótipo está hoje em produção.

Como foi feito

A produção foi delegada ao máximo a workers de IA especializados: uns apenas observam e catalogam, outros analisam, outros escrevem. O meu tempo ficou reservado para o que a máquina não faz bem: julgamento, controlo editorial e a relação com o cliente.

A disciplina importa mais do que as ferramentas, e um episódio do projeto mostra porquê. Um worker classificou o Cláudio, um dos sócios, como «biólogo» (a formação dele é genética vegetal) e recomendou construir o branding sobre essa credencial inventada. O erro foi apanhado porque o sistema foi desenhado para ser auditável, com as transcrições das entrevistas dos fundadores como autoridade final sobre qualquer fonte externa. Sem essa disciplina, uma alucinação torna-se estratégia.

Antes Site antigo da Diaplant: homepage com pesquisa de produtos e carrinho, 2020
A homepage de 2020: pesquisa de produtos, carrinho e lista de desejos. A linguagem de uma loja.
Depois Site novo da Diaplant: homepage com árvore monumental, 2026
A homepage nova: sem carrinho, contacto como ação principal, navegação separada para profissionais e proprietários.
Antes Site antigo da Diaplant: catálogo com 553 produtos, 2020
O catálogo antigo: 553 produtos genéricos, dos quais só 55 eram árvores.
Depois Site novo da Diaplant: catálogo de espécimes em telemóvel, 2026
O catálogo novo em telemóvel: espécimes reais do viveiro, fotografados um a um.

Resultado e validação

No questionário de avaliação que respondeu no fim do engagement, sem a minha presença, o Cláudio registou a distância entre o que esperava (um estudo de mercado) e o que recebeu: uma estratégia completa, com uma plataforma de negócios funcional.

A validação que não depende de palavras veio a seguir: a Diaplant contratou-me, com o título de Growth Architect, para pôr o playbook em prática por dentro. Nos sete meses seguintes o site passou de protótipo a produção, com o assistente digital e a personalização de conteúdo atrás dele. A empresa recomenda o trabalho a quem pedir referências.

Transparência

Este caso tem limites, e prefiro dizê-los a escondê-los. O trabalho foi pro bono, no âmbito do meu projeto de mestrado, aprovado na NOVA IMS. Um caso único mostra que o modelo é possível; generalizar exigiria mais casos. Não apresento métricas de vendas nem de tráfego, porque não foram medidas: o que mostro são os entregáveis e a avaliação do cliente. Depois do engagement fui funcionário da Diaplant, vínculo que entretanto terminou, e o leitor deve pesar isso ao ler-me. A versão completa do caso, com metodologia e limitações por extenso, está disponível mediante pedido.

Se a sua empresa é pequena, ambiciosa e está a decidir o que fazer com a IA, é exatamente com isso que trabalho. [Fale comigo]

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