Diaplant, Lda. · 2025 – Presente
Diaplant
Estratégia de marketing B2B completa para um viveiro português de árvores ornamentais em expansão pela Europa.
- Papel
- Estratégia de marketing B2B, marca e presença digital
- Período
- 2025 – Presente
- Cliente
- Diaplant, Lda.
A Diaplant é um viveiro português de árvores ornamentais de grande porte, em Amarante, a expandir a sua atividade para mercados europeus. Lidero a estratégia de marketing B2B do projeto — do posicionamento de marca à presença digital multilingue e ao alcance comercial.
Abordagem
O trabalho está estruturado em três fases:
1. Análise competitiva — mapeamento do mercado, dos concorrentes e dos segmentos de compra (arquitetos paisagistas, promotores imobiliários e municípios).
2. Refinamento da marca — clarificação do posicionamento e da mensagem, para ressoar localmente e escalar regionalmente.
3. Lançamento do novo site — uma presença web multilingue em Django/Wagtail, com arquitetura de SEO internacional (hreflang, Schema.org) e comunicação dirigida a cada mercado.
IA no centro do processo
Este projeto é também o caso de estudo vivo da minha tese de mestrado — «Marketing aumentado por IA para micro e pequenas empresas» — sobre como as PMEs podem usar ferramentas baseadas em IA para superar limitações de recursos e implementar marketing orientado por dados.
O desafio
O site de 2020 apresentava a empresa como uma loja: 553 produtos, carrinho, lista de desejos. As árvores adultas, que são o coração do negócio, eram 55 dessas entradas. Quem visitava o viveiro via campos de árvores exemplares formadas ao longo de anos de poda; quem visitava o site via um centro de jardinagem qualquer.
E havia a ambição: vender diretamente, com marca própria, a particulares, a profissionais e a municípios, em Portugal e em Espanha. Nem a marca nem a infraestrutura digital estavam à altura disso.
O que foi entregue
Quatro entregáveis em quatro meses. Uma plataforma de marca construída a partir de entrevistas longas com os dois fundadores (a voz saiu das palavras deles, incluindo o regresso ao lema histórico «do nosso campo para o seu jardim»). Uma análise competitiva do mercado espanhol, produzida por um pipeline de dezasseis workers de IA que desenhei e auditei. Um playbook estratégico de nove iniciativas, do motor de conteúdo à presença na feira Iberflora. E o protótipo de uma plataforma web multilingue em Django/Wagtail, que ninguém tinha pedido: construí-o porque um cliente que não consegue avaliar promessas consegue avaliar um protótipo. Esse protótipo está hoje em produção.
Como foi feito
A produção foi delegada ao máximo a workers de IA especializados: uns apenas observam e catalogam, outros analisam, outros escrevem. O meu tempo ficou reservado para o que a máquina não faz bem: julgamento, controlo editorial e a relação com o cliente.
A disciplina importa mais do que as ferramentas, e um episódio do projeto mostra porquê. Um worker classificou o Cláudio, um dos sócios, como «biólogo» (a formação dele é genética vegetal) e recomendou construir o branding sobre essa credencial inventada. O erro foi apanhado porque o sistema foi desenhado para ser auditável, com as transcrições das entrevistas dos fundadores como autoridade final sobre qualquer fonte externa. Sem essa disciplina, uma alucinação torna-se estratégia.
Resultado e validação
No questionário de avaliação que respondeu no fim do engagement, sem a minha presença, o Cláudio registou a distância entre o que esperava (um estudo de mercado) e o que recebeu: uma estratégia completa, com uma plataforma de negócios funcional.
A validação que não depende de palavras veio a seguir: a Diaplant contratou-me, com o título de Growth Architect, para pôr o playbook em prática por dentro. Nos sete meses seguintes o site passou de protótipo a produção, com o assistente digital e a personalização de conteúdo atrás dele. A empresa recomenda o trabalho a quem pedir referências.
Transparência
Este caso tem limites, e prefiro dizê-los a escondê-los. O trabalho foi pro bono, no âmbito do meu projeto de mestrado, aprovado na NOVA IMS. Um caso único mostra que o modelo é possível; generalizar exigiria mais casos. Não apresento métricas de vendas nem de tráfego, porque não foram medidas: o que mostro são os entregáveis e a avaliação do cliente. Depois do engagement fui funcionário da Diaplant, vínculo que entretanto terminou, e o leitor deve pesar isso ao ler-me. A versão completa do caso, com metodologia e limitações por extenso, está disponível mediante pedido.
Se a sua empresa é pequena, ambiciosa e está a decidir o que fazer com a IA, é exatamente com isso que trabalho. [Fale comigo]