Toda a gente vê a campanha.

Esta página são as quatro camadas por baixo dela.

Corte transversal do sistema de publicação, em quatro camadas. De cima para baixo: campanhas, o que se publica; dados, o radar de sinais e os ficheiros markdown; fluxos, as skills, o servidor MCP e a API; e decisões, a camada humana. Uma linha a cobalto separa as decisões das três camadas automáticas e está marcada como crivo humano.
  1. 01 Campanhas o que se vê
  2. 02 Dados radar e ficheiros
  3. 03 Fluxos skills, MCP, API
  4. 04 Decisões crivo humano
A linha a cobalto é onde a máquina pára.

Os números desde o arranque

148 sinais lidos desde o arranque
8 peças publicadas desde o arranque
62% passaram o crivo

Atualizado a 23 de agosto de 2026

01 Campanhas

A camada de cima é a única que sai daqui. Um post no LinkedIn, um artigo longo, o sinal curto que escrevo quando alguma coisa acontece nesse dia. É o que toda a gente vê, e é a razão desta página existir: o post que trouxe muita gente cá acima descreve uma máquina, e uma máquina descrita continua a ser uma máquina que ninguém viu.

Cada peça sai em português e em inglês, escrita de raiz nas duas línguas em vez de traduzida à letra. As duas versões ficam ligadas uma à outra na base de dados, e é daí que o seletor de língua lá em cima sabe para onde há de saltar quando alguém o carrega.

02 Dados

Por baixo está o que alimenta a camada de cima. Um radar corre de madrugada e passa por onze repositórios de código a ver o que lançaram (LangGraph, CrewAI, n8n, Temporal, a especificação do MCP, a do A2A, e assim por diante), por quatro publicações que sigo, pelo arXiv na secção de sistemas multiagente, e pelo Hacker News acima dos quarenta pontos. Deduplica, corta as vinte e seis horas anteriores com duas de sobreposição para nada se perder na fronteira, e devolve três a cinco candidatos já triados: reagir hoje, guardar para peça de fundo, ou ruído.

A fonte de verdade dos textos não é a base de dados deste site. São ficheiros markdown num repositório à parte, com um cabeçalho onde vivem o título, o resumo, o slug, a língua e as etiquetas. O site é onde o texto acaba, e não onde ele vive.

Isso tem uma consequência prática que já me valeu de mais do que uma vez: se eu partir a base de dados amanhã, os artigos continuam todos ao lado, em texto simples, com histórico de alterações linha a linha.

03 Fluxos

A terceira camada são cinco skills e a canalização que as liga. A varredura da manhã lê o radar e propõe os candidatos do dia. O fluxo de fundo transforma um tema num dossiê de referência e só depois num rascunho. Uma das skills existe para o texto soar a mim, e outra, separada de propósito, audita o rascunho e aponta onde é que ele cheira a modelo. A quinta trata das capas: frase-conceito, prompt pronto a usar, e o texto alternativo nas duas línguas.

A escrita no site faz-se por uma API com chaves por utilizador, com âmbitos que só subtraem permissões e com verificação humana periódica. Um servidor MCP põe isto tudo ao alcance do agente como ferramentas. O importador lê os markdown e converte-os a sério, porque colar markdown no editor do admin não funciona: fica tudo num parágrafo só, com os cardinais e os asteriscos à vista na página pública.

Nada disto publica. É a única regra que a camada de baixo impõe a esta.

04 Decisões

A camada de baixo é a que não corre sozinha. Escolher o tema é meu: o radar traz cinco candidatos por dia e na maior parte dos dias eu não escrevo sobre nenhum. Escolher o ângulo é meu. Chumbar uma peça já escrita, depois de lhe ver o resultado, também é meu, e acontece mais vezes do que gostaria de admitir.

Publicar é o caso mais claro. A API que escreve neste site não tem maneira de publicar uma página, porque o endpoint não existe: podia tê-lo escrito num sábado à tarde e escolhi não o escrever. Para os artigos, a trava está no cliente de HTTP do importador, que levanta erro se a rota que lhe passarem contiver a palavra publish. Podia ter ficado pela intenção, uma nota no ficheiro a pedir que ninguém publique. Uma nota não trava nada às três da manhã, com o agente a correr e eu a dormir.

O crivo de escrita é o mesmo princípio noutra forma. Um rascunho que soe a modelo não sai daqui, e quem o chumba é um detetor que corre contra o texto antes de eu sequer o ler. Um rascunho chumbado volta para trás e reescreve-se; não sai com um aviso pequenino no fim a dizer que foi gerado.

As chaves de acesso seguem a mesma linha. Cada uma vale o que valem as permissões da pessoa que a criou, cruzadas com os âmbitos da própria chave, e exigem uma verificação humana que expira: vinte e quatro horas para operar, quinze minutos para as operações que apagam. O sistema tem de me pedir licença, e a licença acaba sozinha.

O que corre por baixo

gusdias-signal
Varredura da manhã e sinal do dia: uma notícia, a leitura de quem implementa, um passo concreto para uma empresa pequena.
gusdias-article
Peça de fundo: investigação fresca, dossiê de referência, e só depois o rascunho.
de-ai-writing
Devolve o texto à minha voz e tira os tiques de modelo, com limites de frequência em vez de proibições.
ai-audit
O detetor. Corre contra o rascunho, mostra onde soa a máquina, e chumba o que não passa.
gusdias-image
Direção da capa: frase-conceito, prompt pronto a usar, e o texto alternativo em português e inglês.
cluster de gems
Dezasseis agentes de extração, cada um afinado a uma fonte, a transformar notícia solta em sinal com forma.
signal_monitor.py
O radar: onze feeds de lançamentos, quatro publicações, arXiv e Hacker News, deduplicados e triados num digest diário.
mcp_server
Põe o site ao alcance do agente como ferramentas: listar, ler, escrever rascunhos, carregar imagens.
/api/v1/
Chaves por utilizador com âmbitos, cruzadas com as permissões do CMS e com verificação humana por TOTP. Escreve rascunhos.

O que escolhi não automatizar

Publicar. Não por a tecnologia não chegar lá, que chega. É que a assinatura no fim da peça é minha, e um sistema com autorização para publicar sozinho acaba, num dia qualquer, por publicar uma coisa que eu não assinaria.

O que isto custa: menos peças, e algumas fora do tempo delas. Um sinal que devia ter saído na terça sai na quinta porque eu estava com um cliente. Aceito a troca, e não a acho sequer difícil. O que se ganha do outro lado é a única coisa que aqui vale a pena, que é alguém ler isto e saber que a opinião é de uma pessoa.

O que saiu daqui

Ler o último sinal

Para falar sobre montar um destes, escreva para me@gusdias.eu.

Fale comigo